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Sábado, 10 de Outubro 2026
Justiça

MPRJ denuncia mais oito policiais por abusos na Operação Contenção

Promotores já apresentaram seis denúncias contra 17 agentes envolvidos na ação policial mais letal da história do Rio de Janeiro.

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Por Pagina1mt
MPRJ denuncia mais oito policiais por abusos na Operação Contenção
© Tomaz Silva/Agência Brasil
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A Auditoria da Justiça Militar do Rio de Janeiro aceitou três novas denúncias contra oito policiais militares por abusos cometidos durante a Operação Contenção. A ação policial, ocorrida em 28 de outubro de 2025 nos complexos da Penha e do Alemão, na Zona Norte carioca, resultou em 122 mortes, consolidando-se como a mais letal da história do país.

Desta vez, os agentes são acusados de invasão de domicílio, furto e recusa de obediência. As acusações foram formalizadas pelo Grupo de Atuação Especializada (Gaesp), órgão do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) responsável por conduzir investigações independentes sobre a conduta policial.

O MPRJ instaurou um Procedimento Investigatório Criminal (PIC) próprio para apurar o caso. Além disso, os promotores monitoraram a incursão em tempo real e aplicaram as diretrizes da ADPF 635, conhecida como a "ADPF das Favelas", que impõe restrições a operações policiais em comunidades fluminenses.

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Para embasar as denúncias, os investigadores realizaram perícias técnicas e analisaram mais de 3.600 horas de imagens gravadas pelas câmeras corporais dos PMs. Até o momento, o Gaesp já ofereceu seis denúncias contra 17 policiais militares por diversas irregularidades identificadas ao longo da operação.

Entre os crimes apontados nas investigações estão o desvio de armamento, furto de autopeças, invasão ilegal de residências, constrangimento de moradores e a tentativa deliberada de desligar ou obstruir as câmeras de lapela dos agentes de segurança.

Contexto da ação nos complexos da Penha e Alemão

A ofensiva do governo estadual tinha como objetivo desarticular a cúpula da facção criminosa Comando Vermelho (CV). Embora a ação tenha resultado na prisão de 23 suspeitos, o saldo de 122 mortos — incluindo cinco policiais civis e militares — gerou forte repercussão e críticas de entidades de direitos humanos.

FONTE/CRÉDITOS: Douglas Corrêa - Repórter da Agência Brasil
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