O ministro Alexandre de Moraes, integrante do Supremo Tribunal Federal (STF), desmentiu veementemente nesta terça-feira (27) sua participação em um suposto encontro com Paulo Henrique Costa, ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), no primeiro semestre de 2025. A reunião teria acontecido na casa do banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master.

As informações sobre esse alegado encontro foram inicialmente divulgadas pelo Portal Metrópoles e indicavam que a ocasião se deu em meio às negociações para a tentativa de compra do Banco Master pelo BRB.

Por meio de um comunicado oficial à imprensa, Moraes taxou a reportagem de “falsa e mentirosa”, repudiando as afirmações.

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“A matéria veiculada pelo Portal Metrópoles a respeito de uma pretensa reunião do ministro Alexandre de Moraes, acompanhado por um assessor, com o então presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, em um fim de semana do primeiro semestre de 2025, na residência do banqueiro Daniel Vorcaro, é completamente falsa e inverídica. Tal encontro jamais ocorreu e, infelizmente, insere-se em um padrão criminoso de ataques infundados contra os membros do Supremo Tribunal Federal”, declarou a nota.

O nome do ministro já havia sido associado a outros eventos relacionados ao Banco Master. No final do ano anterior, uma reportagem do jornal O Globo noticiou que Moraes teria defendido a aprovação da operação de compra em reuniões com Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central. Esses encontros teriam sido anteriores à decisão do BC de decretar a liquidação do Master, motivada por suspeitas de fraude.

Naquela ocasião, o ministro esclareceu que as discussões nas reuniões eram exclusivamente sobre a Lei Magnitsky, sanção aplicada pelo governo dos Estados Unidos contra ele.

Antes da liquidação, o escritório de advocacia Barci de Moraes, pertencente à família do ministro, prestou serviços ao Banco Master. Em dezembro do ano passado, a investigação envolvendo a instituição financeira passou a tramitar no STF.

Em novembro de 2025, Daniel Vorcaro e outros indivíduos foram alvos da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal (PF). O objetivo da operação era investigar a concessão de créditos fraudulentos pelo Master, incluindo a tentativa de aquisição da instituição pelo BRB, um banco público vinculado ao governo do Distrito Federal.

De acordo com as apurações, as fraudes investigadas poderiam atingir o montante de R$ 17 bilhões.

FONTE/CRÉDITOS: André Richter - Repórter da Agência Brasil