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Sexta-feira, 02 de Outubro 2026
Justiça

Mãe de Kathlen Romeu cobra apoio da sociedade para o Tribunal do Júri

Familiares de jovem grávida morta por policiais buscam condenação dos acusados após anos de espera por justiça no Rio de Janeiro.

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Por Pagina1mt
Mãe de Kathlen Romeu cobra apoio da sociedade para o Tribunal do Júri
© Rovena Rosa/Agência Brasil
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Mais de cinco anos após a perda de sua filha, Jacklline de Oliveira cobra o engajamento da sociedade civil para acompanhar o julgamento no Tribunal do Júri. Kathlen Romeu estava grávida de quatro meses quando foi atingida fatalmente por um disparo de fuzil na Zona Norte do Rio de Janeiro, em um caso que envolve policiais militares denunciados pelo Ministério Público.

A jovem de 24 anos visitava a avó no Lins de Vasconcelos no momento em que a tragédia aconteceu. Ela e o bebê não resistiram aos ferimentos. Desde então, os pais transformaram a dor da perda em uma busca incansável por reparação e justiça, enfrentando um longo caminho burocrático e judicial.

Expectativa por condenação

Marcado para o próximo dia 26 de novembro, o julgamento dos policiais militares Rodrigo Correia de Frias e Marcos Felipe da Silva Salviano representa um marco para a família. Os agentes responderão pelo crime em liberdade, após passarem por reviravoltas jurídicas que incluíram uma absolvição inicial na Justiça Militar revertida posteriormente pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.

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Para Jacklline, a presença da população durante a sessão é fundamental. Segundo a mãe, a impunidade dos agentes perpetua a violência do Estado e desampara outras famílias que enfrentam a dor da perda precoce de seus filhos em periferias.

Luta contra a letalidade

O caso de Kathlen reflete um cenário alarmante de violência no estado. Dados de órgãos de segurança apontam que uma parcela reduzida de mortes decorrentes de intervenções policiais resulta em denúncias formais e condenações efetivas na justiça brasileira.

Diante desse panorama, a família reforça que a mobilização social é indispensável para pressionar por mudanças estruturais na segurança pública. A memória de Kathlen permanece viva nos esforços diários de seus pais por um sistema mais justo e igualitário.

FONTE/CRÉDITOS: Isabela Vieira - Repórter da Agência Brasil
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