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Quarta-feira, 09 de Setembro 2026
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Justiça aponta falhas da Enel em apagão de dezembro de 2025 em São Paulo

Decisão judicial afasta desculpa climática e cobra melhor planejamento da concessionária após tempestade

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Por Pagina1mt
Justiça aponta falhas da Enel em apagão de dezembro de 2025 em São Paulo
© Paulo Pinto/Agência Brasil
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A Justiça de São Paulo confirmou falhas na atuação da Enel durante o grave apagão provocado por um ciclone extratropical em São Paulo nos dias 9 e 10 de dezembro de 2025. Mais de 2 milhões de pessoas sofreram com a interrupção no fornecimento de energia elétrica na ocasião.

Analisando a ação civil pública movida pelo Ministério Público do Estado de São Paulo, o judiciário recusou a tese da empresa de que o clima severo eximiria totalmente sua culpa.

De acordo com o MPSP, embora o temporal tenha iniciado os cortes, a extensão dos prejuízos e a lentidão no restabelecimento decorreram de falhas estruturais e operacionais da companhia.

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O órgão reforça que intempéries integram os riscos inerentes à concessão, exigindo capacidade preventiva adequada.

Principais falhas apontadas:

  • Concentração de equipes no horário comercial;
  • Forte redução de efetivo noturno e na madrugada;
  • Uso insuficiente de veículos pesados;
  • Emprego de equipes sem preparo para casos complexos;
  • Baixa resolutividade e falhas no controle de vegetação.

Dados da Aneel

Conforme registros da Aneel, a rede acumulou 6.715 ocorrências de interrupção em 10 de dezembro. Quase metade ultrapassou 24 horas para solução, atingindo centenas de milhares de imóveis.

A Justiça concluiu que, embora o vento forte explique o início dos danos, a demora extrema na recomposição evidenciou falhas graves de planejamento da distribuidora.

Posicionamento da Enel

Por nota, a Enel alegou que sua atuação seguiu proporção compatível com a magnitude do evento climático severo.

A companhia destacou que mobilizou cerca de 1,6 mil equipes durante o dia e que a retomada foi mais ágil do que em crises anteriores ocorridas em 2023 e 2024.

FONTE/CRÉDITOS: Flávia Albuquerque – Repórter da Agência Brasil
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