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Quinta-feira, 08 de Outubro 2026
Justiça

Juiz é alvo de operação da Polícia Federal por suspeita de corrupção no Rio

Investigação aponta que magistrado recebia imóveis e vantagens comerciais em troca de decisões favoráveis a imobiliárias em Niterói.

Pagina1mt
Por Pagina1mt
Juiz é alvo de operação da Polícia Federal por suspeita de corrupção no Rio
© Polícia Federal/divulgação
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Nesta quinta-feira (8), uma operação da Polícia Federal foi deflagrada em Niterói, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro, para cumprir mandados de busca e apreensão contra um juiz estadual. Batizada de "Em Nome do Pai", a ação investiga um suposto esquema de corrupção ativa e passiva que beneficiava empresas do setor imobiliário no bairro de Icaraí.

A apuração teve início a partir de relatórios enviados pela Corregedoria Geral do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ). Com base nesses documentos, a Polícia Federal identificou indícios de que o magistrado utilizava seu cargo para proferir decisões judiciais favoráveis aos interesses das construtoras e imobiliárias envolvidas.

Em contrapartida aos despachos favoráveis, as empresas repassavam vantagens indevidas a parentes do juiz. De acordo com as investigações, as propinas incluíam a entrega de imóveis, descontos comerciais fora dos padrões de mercado e transferências financeiras indiretas para contas de pessoas físicas e jurídicas ligadas ao grupo sob suspeita.

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Segundo os investigadores, as práticas ilícitas começaram quando o magistrado atuava na primeira instância do Judiciário fluminense. No entanto, o esquema continuou ativo por meio de transações de lavagem de dinheiro mesmo após esse período, o que facilitou o rastreamento dos fluxos financeiros pelos agentes federais.

No momento, o inquérito corre sob sigilo para apurar os crimes de corrupção, lavagem de capitais e organização criminosa. Ao todo, a Polícia Federal cumpre seis mandados de busca e apreensão expedidos pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), que acompanha o caso devido ao foro por prerrogativa de função do magistrado.

FONTE/CRÉDITOS: Vitor Abdala - Repórter da Agência Brasil
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