Uma negociação para a compra de um trator terminou em denúncia de golpe envolvendo dois primos. Um morador de Sorriso, de 45 anos, procurou a polícia após relatar que seu número de telefone teria sido utilizado indevidamente para convencer um familiar a transferir R$ 20 mil via Pix. Ele também informou ter identificado aproximadamente R$ 24,5 mil em movimentações bancárias que suspeita não ter autorizado.
Segundo informações repassadas ao JK, a negociação começou quando o primo do morador, que mora em outra cidade, demonstrou interesse na compra o trator. Para conferir a existência e as condições do trator, pediu que o familiar fosse até o local indicado pelo suposto vendedor.
O morador contou que conversou por telefone com um homem que se apresentava como responsável pela venda e combinou uma visita para verificar o equipamento.
Posteriormente, o primo recebeu mensagens que, conforme a denúncia, partiram do número telefônico do familiar de Sorriso. Nas mensagens, alguém afirmava que o trator já havia sido vistoriado e que estava tudo certo para concluir a compra.
Acreditando estar recebendo a confirmação do próprio primo, o comprador realizou o Pix de R$ 20 mil.
Celular apresentou falhas e arquivos desapareceram
O morador relatou que, após o ocorrido, seu aparelho deixou de funcionar normalmente. Segundo ele, não era possível realizar ligações, utilizar o WhatsApp ou acessar aplicativos bancários.
Ele também percebeu o desaparecimento de arquivos armazenados no dispositivo, entre eles cópias de documentos pessoais, declaração do Imposto de Renda, comprovante de endereço e documentação de um veículo. Fotografias pessoais e familiares e vídeos produzidos para uma vistoria de seguro também teriam sumido.
O homem suspeita que seu número tenha sido espelhado ou utilizado por terceiros. Ele levantou ainda a possibilidade de clonagem de sua voz para dar credibilidade à fraude. Essas hipóteses não estão confirmadas nas informações disponíveis.
Movimentações bancárias levantaram nova suspeita
No dia 9 de outubro, o morador foi pessoalmente à agência bancária e, segundo seu relato, constatou movimentações que somavam aproximadamente R$ 24,5 mil. Ele suspeita que as operações tenham ocorrido sem sua autorização.
Os funcionários do banco disseram que o caso seria investigado, mas não apresentaram maiores esclarecimentos sobre as transações ou as providências adotadas.
Além dos valores envolvidos, o morador manifestou preocupação com o possível uso de seus documentos, imagens e dados pessoais em novas fraudes.
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