Uma loja de Sorriso foi alvo de um golpe aplicado por uma pessoa que se passou por delegado da Polícia Civil através do WhatsApp. O criminoso fez um pedido, afirmou que o pagamento seria realizado em dinheiro e, posteriormente, convenceu a equipe do estabelecimento a enviar R$ 129 via Pix como suposto troco.
Segundo informações colhidas pelo JK, o contato foi feito por um perfil que utilizava a fotografia de uma pessoa vestida com uniforme, o que levou os funcionários a acreditarem inicialmente que se tratava realmente de uma autoridade policial.
Durante a conversa, o suposto delegado realizou ligações, enviou mensagens e diversos áudios. Ele solicitou que o pedido fosse entregue em um endereço ligado à Polícia Civil em Sorriso e informou inicialmente que efetuaria o pagamento em dinheiro no momento da entrega.
A equipe preparou os produtos e o entregador saiu da loja em direção ao local indicado.
Golpista passou a exigir Pix imediatamente
Enquanto o entregador já estava em deslocamento, o suposto cliente voltou a entrar em contato alegando que precisaria receber troco. Os funcionários informaram que o valor poderia ser acertado quando o entregador retornasse, inclusive por meio de Pix.
A partir desse momento, conforme o relato, o golpista passou a pressionar insistentemente a equipe para que o dinheiro fosse transferido imediatamente. Foram feitas novas ligações, mensagens e enviados áudios cobrando o pagamento.
Diante da insistência e acreditando que o pedido seria legítimo, a responsável pela loja realizou uma transferência via Pix no valor de R$ 129 para a chave indicada pelo suspeito.
Entregador chegou ao local e descobriu o golpe
Quando o entregador chegou ao endereço informado, descobriu que não havia ninguém com o nome fornecido pelo suposto cliente e que nenhuma pessoa aguardava para receber os produtos.
O funcionário então entrou em contato com a loja e alertou que provavelmente se tratava de um golpe.
Conforme as informações apresentadas à polícia, havia ainda indícios de que outras pessoas teriam sido direcionadas ao mesmo endereço e de que o criminoso poderia estar tentando aplicar o mesmo tipo de fraude contra outros estabelecimentos.
O entregador retornou à loja com os produtos, que não chegaram a ser entregues. Além dos R$ 129 transferidos, o estabelecimento informou ter tido prejuízos relacionados à produção do pedido e ao deslocamento para a tentativa de entrega.
Loja acionou banco e preservou provas
Assim que percebeu a fraude, a equipe interrompeu os contatos e não realizou novos pagamentos. O banco responsável pela conta utilizada para o Pix foi comunicado, e uma contestação da transferência foi aberta na tentativa de recuperar o dinheiro.
Também foram preservadas conversas do WhatsApp, áudios, registros de ligações, informações do perfil utilizado pelo golpista e o comprovante da transferência.
O caso foi encaminhado para a Delegacia de Polícia de Sorriso e deverá ser investigado para tentar identificar o responsável pela fraude.
A orientação em situações semelhantes é que comerciantes confirmem diretamente com órgãos públicos a identidade de pessoas que se apresentem como policiais ou servidores antes de realizar transferências bancárias, principalmente quando houver pressão para que o pagamento seja feito imediatamente.