Aguarde, carregando...

Sexta-feira, 23 de Outubro 2026
Política

Flávio propõe privatizações enquanto Lula defende fortalecimento de estatais

Eleitores decidem neste domingo entre dois modelos opostos de gestão para a máquina pública e a administração de empresas estatais.

Pagina1mt
Por Pagina1mt
Flávio propõe privatizações enquanto Lula defende fortalecimento de estatais
© Marcello Casal Jr/Agência Brasil/Arquivo
Espaço para a comunicação de erros nesta postagem
Máximo 600 caracteres.

Os eleitores brasileiros decidem neste domingo (25), em votação de segundo turno, entre duas visões opostas sobre o papel do Estado e as privatizações no país. O debate envolve diretamente o futuro da máquina pública e o alcance de suas diretrizes.

Temas como venda de ativos, extinção de empresas públicas e reforma administrativa aparecem nos planos dos candidatos Flávio Bolsonaro e Luiz Inácio Lula da Silva com abordagens distintas.

O programa de Lula foca na eficiência, qualidade e controle dos gastos públicos. A proposta enfatiza a transparência e o acompanhamento de políticas para reduzir desigualdades sociais.

Leia Também:

O plano aposta na universalização de serviços digitais, fortalecendo plataformas como o Gov.br, que reúne milhares de opções de atendimento federal à população.

No campo da administração pública, o texto prevê o combate à corrupção com respeito à independência institucional e maior rigor na fiscalização dos recursos.

Quanto às desestatizações, o programa rejeita a venda de companhias como Petrobras, Embrapa e Correios. A meta é usar estatais para induzir o desenvolvimento econômico.

O documento prevê parcerias privadas e ajustes no regime fiscal do Repetro para impulsionar o setor de óleo e gás natural com foco em transição energética.

A estratégia mantém a linha histórica de que empresas estatais funcionam como ferramentas fundamentais para impulsionar o crescimento do Brasil.

>> Confira abaixo a íntegra dos planos de governo dos dois candidatos:

  • Flávio Bolsonaro
  • Lula

O plano de Flávio Bolsonaro também aposta na tecnologia. A meta é ampliar a digitalização para tornar o Estado mais ágil e econômico para o cidadão.

O documento sugere adotar critérios rigorosos de transparência e avaliação de programas sociais para mensurar o real impacto das políticas de transferência de renda.

Entre as propostas mais enfáticas está um corte profundo de despesas para reduzir o tamanho da máquina pública e promover uma ampla reforma administrativa.

O texto prevê limitar gastos operacionais, desonerar setores por meio de desregulamentações e diminuir a quantidade de ministérios na Esplanada.

O candidato também planeja retomar o Programa Nacional de Desestatização, vendendo ativos não estratégicos para atrair capital privado e abater a dívida pública.

A gestão prevê enxugar cargos comissionados e adotar a Lei de Estatais de 2016 como diretriz para nomear dirigentes de agências reguladoras com critérios técnicos.

Governos anteriores

Durante a gestão de Jair Bolsonaro, cerca de 76 empresas públicas ou subsidiárias passaram por processos de desestatização em todo o país.

A venda da Eletrobras representou o marco mais emblemático, negociada em junho de 2022 por R$ 33,7 bilhões, tornando-se a maior transação do setor.

Outras operações envolveram a BR Distribuidora, Liquigás e refinarias, enquanto ativos como Correios e a Casa da Moeda permaneceram sob controle estatal.

Lula, por sua vez, sempre manifestou oposição a vendas definitivas, preferindo apostar em concessões e parcerias público-privadas, especialmente em infraestrutura.

Modelos de concessão foram aplicados com sucesso em rodovias, portos e aeroportos importantes, a exemplo de terminais em Brasília, São Paulo e Minas Gerais.

FONTE/CRÉDITOS: Luciano Nascimento – Repórter da Agência Brasil
Termos de Uso e Privacidade
Esse site utiliza cookies para melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar o acesso, entendemos que você concorda com nossos Termos de Uso e Privacidade.
Para mais informações, ACESSE NOSSOS TERMOS CLICANDO AQUI
PROSSEGUIR