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Sexta-feira, 11 de Setembro 2026
Justiça

Fachin dá 24h para Mendonça derrubar todo o sigilo no caso Master

A decisão atende a um pedido da PGR para evitar uma falsa percepção de falta de transparência sobre as investigações do STF.

Pagina1mt
Por Pagina1mt
Fachin dá 24h para Mendonça derrubar todo o sigilo no caso Master
© Carlos Moura/SCO/STF
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O ministro Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta sexta-feira (11) um prazo de 24 horas para que o ministro André Mendonça retire o segredo de justiça de todos os procedimentos do caso Master, derivados da Operação Compliance Zero.

A medida atende a uma solicitação formal da Procuradoria-Geral da República (PGR). Segundo o órgão, a manutenção do sigilo parcial em trechos do processo gera uma "ideia equivocada" e pode comprometer a percepção de transparência sobre as apurações de corrupção e fraudes financeiras.

Anteriormente, a liberação de todo o acervo já havia sido ordenada por Fachin na noite de quinta-feira (9). Mendonça atendeu parcialmente divulgando 15 procedimentos derivados da investigação, mas optou por manter sob segredo algumas linhas específicas de apuração.

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Diante do pedido de acesso integral formulado pela PGR, Fachin reforçou que a disponibilização deve ser completa. Apenas ficam ressalvadas "as diligências em andamento ou a serem realizadas", cuja exposição pudesse comprometer a efetividade das medidas.

Crise no STF e desdobramentos

A ordem para expor os documentos ocorre em meio a um momento de forte tensão interna na Corte, marcado pela troca recíproca de relatórios e pedidos de apuração entre os ministros André Mendonça e Alexandre de Moraes.

Fachin ordenou que todo o acervo seja distribuído aos gabinetes dos integrantes do STF. O objetivo é permitir a análise das provas antes do julgamento marcado para a próxima terça-feira (15).

Na sessão, o plenário analisará um pedido da PGR para anular um relatório da Polícia Federal (PF) que cita interlocuções entre o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes.

Mendonça defende que o plenário decida sobre investigar Moraes, enquanto a PGR argumenta que o relator avançou nas apurações sem autorização prévia do tribunal, o que invalidaria o material.

Investigações mantidas sob segredo

Entre as apurações mantidas sob reserva por Mendonça está a suspeita de repasse de R$ 61 milhões para produzir o filme Dark Horse, cinebiografia sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.

De acordo com a PF, há indícios de que o montante teria sido fornecido por Vorcaro a pedido do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Outra linha mantida em segredo apura a relação entre o senador Jaques Wagner (PT-BA) e o advogado Augusto Ferreira Lima, ex-sócio do Banco Master.

FONTE/CRÉDITOS: Felipe Pontes – repórter da Agência Brasil
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