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Etecs de São Paulo superam média da OCDE no Pisa 2025

Estudantes das Escolas Técnicas Estaduais de São Paulo obtiveram notas acima da média dos países da OCDE nas áreas de Leitura (493), Matemática (485) e Ciências (484) no PisaS 2024 comparado ao Pisa 2025. Se fosse um país, São Paulo estaria entre as dez melhores do mundo em Leitura e Matemática

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Por Pagina1mt
Etecs de São Paulo superam média da OCDE no Pisa 2025
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Os estudantes das Escolas Técnicas Estaduais (Etecs) de São Paulo têm desempenho superior à média dos alunos de países da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico). É o que mostra a comparação dos resultados do Pisa para Escolas (PisaS), de 2024, com os do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa) 2025, divulgados pela OCDE no último dia 8 de setembro.

As Etecs são coordenadas pelo Centro Paula Souza, entidade vinculada à Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação do Estado de SP (SCTI-SP) e 27 escolas participaram da avaliação. Destaque para a nota de Leitura, com 493 pontos, 32 acima da média da OCDE (461) e 86 acima da média brasileira (408). Se fosse um país, São Paulo ocuparia a 10ª posição entre os participantes da avaliação, empatado com o Reino Unido e à frente de Austrália, Canadá e Estados Unidos.

Já em Matemática, as Etecs alcançaram 485 pontos, 22 acima da OCDE (463) e 109 acima do Brasil (377). E em Ciências, área principal do Pisa 2025, a média foi de 484 pontos, no mesmo patamar da OCDE (482) e 75 pontos acima da média nacional (409).

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“O Estado de São Paulo alcançou em 2025 sua melhor nota histórica em Ciências no Pisa e esse mérito passa, inevitavelmente, pela força do ensino técnico das Etecs”, avalia o secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação, Vahan Agopyan.

Para o secretário, os resultados derrubam a ideia de que formar para o trabalho significa abrir mão de uma formação geral de excelência. “Parte do pensamento educacional brasileiro cultivou a crença de que a educação profissional sacrificaria a base acadêmica do estudante. Os dados provam o contrário: quando a educação faz sentido para o jovem, o desempenho acadêmico não só se mantém como se amplia.”

Da sala de aula para a bancada

Agopyan relaciona o bom resultado em Leitura à rotina das Etecs. “No dia a dia, o aluno interpreta manuais técnicos, compreende normas, redige relatórios e trabalhos de conclusão de curso. O Pisa mede justamente a capacidade de entender um texto e aplicá-lo na resolução de um problema, habilidade essencial a qualquer bom profissional.”

Em Matemática, tradicional gargalo do país, a explicação segue a mesma lógica. “Na Etec, a matemática sai do quadro e vai para a bancada. O estudante calcula circuitos, projeta estruturas, analisa custos reais e programa sistemas. A abstração ganha materialidade”. Segundo o secretário, não se trata de um “milagre estatístico”, mas de método, planejamento e investimento: professores com vivência acadêmica e de mercado, laboratórios equipados e metodologias ativas.



Website: https://www.inovacao.sp.gov.br/sec_tecnologia_inovacao
FONTE/CRÉDITOS: DINO
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