/* Configurações para o google notícias */

Aguarde, carregando...

Sexta-feira, 09 de Outubro 2026
Justiça

Eduardo Bolsonaro entra em lista de prisões pendentes após ordem do STF

Determinação do ministro Alexandre de Moraes executa condenação de mais de quatro anos de prisão por coação no curso do processo.

Pagina1mt
Por Pagina1mt
Eduardo Bolsonaro entra em lista de prisões pendentes após ordem do STF
© Lula Marques/ Agência Brasil
Espaço para a comunicação de erros nesta postagem
Máximo 600 caracteres.

O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro foi incluído no Banco Nacional de Medidas Penais e Prisões (BNMP) com o status de pena 'pendente de cumprimento'. A medida ocorre após o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinar na última quinta-feira (8) a execução imediata de sua sentença de quatro anos e dois meses de reclusão por coação no curso do processo.

A punição está relacionada ao processo que investiga a articulação do chamado 'tarifaço' promovido pela gestão de Donald Trump nos Estados Unidos contra as exportações brasileiras. Além da ordem de prisão, o ministro do STF determinou o cancelamento dos passaportes do ex-parlamentar, inviabilizando viagens internacionais regulares.

Dificuldade de extradição nos EUA

Atualmente residindo nos Estados Unidos, o ex-parlamentar não deve cumprir a pena imediatamente. Como ele é um aliado político próximo de Donald Trump, analistas jurídicos apontam que um eventual pedido de extradição formulado pelas autoridades brasileiras dificilmente será aceito ou executado pelo governo norte-americano.

Leia Também:

Ao expedir o mandado, Alexandre de Moraes também decretou o trânsito em julgado da ação penal. Isso significa que o processo foi encerrado em definitivo no STF, sem qualquer possibilidade de novos recursos por parte da defesa.

No mês anterior, a Primeira Turma do STF negou por unanimidade um recurso apresentado pela Defensoria Pública da União (DPU), que buscava anular a condenação. O ex-deputado optou por não constituir advogados particulares, sendo representado legalmente pelo órgão público federal durante o trâmite processual.

Articulação política e acusações

A condenação, decidida em junho deste ano, baseou-se em denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR). O colegiado do STF concluiu que o ex-deputado tentou usar sua influência política para poupar seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, de investigações sobre atos golpistas, coordenando ações contra a economia nacional.

A Corte apontou ainda que o plano envolvia outras frentes de pressão contra o Judiciário brasileiro. Entre as medidas articuladas estavam tentativas de cancelamento de vistos de ministros do STF e a aplicação de sanções financeiras internacionais com base na Lei Magnitsky dos Estados Unidos.

FONTE/CRÉDITOS: Luciano Nascimento - Repórter da Agência Brasil
Termos de Uso e Privacidade
Esse site utiliza cookies para melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar o acesso, entendemos que você concorda com nossos Termos de Uso e Privacidade.
Para mais informações, ACESSE NOSSOS TERMOS CLICANDO AQUI
PROSSEGUIR