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Quarta-feira, 14 de Outubro 2026
Justiça

Campanha aciona o TSE contra a inteligência artificial da Meta

Equipe jurídica aponta seletividade algorítmica nas redes sociais e restrições na criação de imagens envolvendo o atual presidente.

Pagina1mt
Por Pagina1mt
Campanha aciona o TSE contra a inteligência artificial da Meta
© Marcello Casal jr/Agência Brasil
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A coligação do candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) protocolou nesta quarta-feira (14) uma ação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O motivo foi a identificação de barreiras na entrega de publicações e o uso de inteligência artificial nas redes sociais da Meta.

Conforme a representação jurídica, os comandos de geração de imagens por inteligência artificial bloqueiam conteúdos associados a Lula. Por outro lado, a ferramenta permite a criação de materiais visuais direcionados ao candidato Flávio Bolsonaro (PL).

Na petição encaminhada à corte eleitoral, os advogados sustentam que o sistema da empresa apresenta um viés claro. Eles classificam a situação como uma prática de seletividade algorítmica destinada a favorecer o adversário político.

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De acordo com a defesa, o motor tecnológico que integra plataformas como Instagram, WhatsApp e Facebook induz resultados favoráveis a Flávio Bolsonaro. O documento aponta que isso ocorre mesmo quando o internauta insiste em buscar referências sobre o petista.

Contexto internacional e judicialização

A representação jurídica também menciona um suposto alinhamento da big tech com o governo dos Estados Unidos. Para a campanha, a postura da empresa estrangeira exerce pressões indevidas sobre o eleitorado brasileiro durante o pleito.

A ofensiva jurídica contra a Meta tramita na corte eleitoral desde a semana anterior. Em outra frente, a legenda apontou a existência de pelo menos 255 perfis falsos atuando contra a candidatura petista nas redes.

Atualmente, o processo é analisado pelo ministro Marco Aurélio Belizze. A reportagem tentou contato com a assessoria da Meta para obter um posicionamento oficial, mas ainda não obteve retorno.

FONTE/CRÉDITOS: André Richter - Repórter da Agência Brasil
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