A sessão legislativa da Câmara de Vereadores de Rosário Oeste-MT, realizada na noite desta terça-feira (11/11/2025), foi digna de uma “Black Friday política”: pechinchas morais, discursos de ocasião e muito jogo de cena no plenário.
No centro das atenções, o presidente da Câmara, vereador Amilson da Distribuidora, alvo de uma série de denúncias administrativas que — se não ilegais — soam profundamente imorais sob o ponto de vista ético, político e administrativo.
Apesar do clima tenso e da contundência do pronunciamento do vereador Ednaldo Lídio Ferreira Lemes (Gigio), que foi à tribuna com munição pesada, o resultado foi um balde de água fria para a população rosariense: a maioria dos vereadores votou para enterrar as investigações e arquivar a denúncia contra Amilson.
GIGIO DETONA E OS COLEGAS FINGEM QUE NÃO OUVEM
Do alto da tribuna, Gigio não poupou palavras. Criticou duramente o que chamou de “desmandos administrativos” na gestão de Amilson e ironizou a “internet faraônica” da Câmara, contrastando com a falta de estrutura e transparência que o Parlamento vem apresentando — mesmo recebendo regularmente os repasses do Executivo.
Com voz firme, o vereador disse que o Legislativo está andando à míngua, enquanto o presidente promove gastos questionáveis e se blinda sob o tapete do corporativismo.
Mas, apesar da fala incisiva, os colegas vereadores ficaram inertes, ignorando o apelo por moralidade.
O resultado? Denúncia arquivada. Ponto final.
DO PLENÁRIO AO MINISTÉRIO PÚBLICO
Com a decisão da Câmara, o que resta agora é o olhar dos órgãos de controle.
O Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT) e o Ministério Público devem analisar a documentação entregue aos vereadores — que contém indícios de irregularidades na gestão da Casa Legislativa.
O episódio acontecido em Rosário Oeste deixou no ar o sentimento de frustração e descrédito entre os rosarienses, que esperavam uma postura firme e um desfecho moralizador.
Em vez disso, o que se viu foi corporativismo político em alta e fiscalização em baixa.
E AÍ, ROSARIENSE?
Enquanto os vereadores fingem que nada viram, o povo rosariense observa — e cobra.
Afinal, quem fiscaliza o fiscal?
Rosário Oeste espera respostas. E que, pelo menos fora do plenário, a moralidade não entre em liquidação.
Assista a sessão e tire suas conclusões:
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