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Sábado, 10 de Outubro 2026
Economia

Bancos iniciam restituição de apostas de R$ 1,3 bilhão para usuários

Cerca de 26,5 milhões de pessoas devem receber valores retidos em plataformas após o fim do prazo de saque voluntário.

Pagina1mt
Por Pagina1mt
Bancos iniciam restituição de apostas de R$ 1,3 bilhão para usuários
© Antônio Cruz/ Agência Brasil
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A partir desta sexta-feira (9), as instituições financeiras dão início à restituição de apostas que soma R$ 1,325 bilhão em todo o país. O processo visa devolver os recursos de cidadãos que ficaram retidos em plataformas de jogos on-line desativadas após a publicação da Medida Provisória (MP) 1.394/2026 pelo governo federal.

A medida deve beneficiar cerca de 26,5 milhões de pessoas. O cronograma de devoluções automáticas se estende até a próxima quarta-feira (14), contemplando os usuários que não realizaram o resgate voluntário até o prazo limite de 5 de outubro.

Após o encerramento do prazo de saques, os sites e aplicativos começaram a ser retirados do ar em 6 de outubro. As empresas do setor tiveram até o dia 8 de outubro para enviar aos bancos os dados consolidados dos saldos de cada CPF.

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Como receber os valores

Os pagamentos serão creditados diretamente nas contas bancárias que os clientes utilizavam para realizar os depósitos nas plataformas. O governo orienta os cidadãos a monitorarem seus extratos bancários durante o período de transferências.

Confira o cronograma detalhado das operações:

  • 5 de outubro: Encerramento do prazo para saque voluntário diretamente nos sites.
  • 6 de outubro: Início do bloqueio das plataformas suspensas.
  • 7 e 8 de outubro: Envio dos relatórios de saldos para as instituições financeiras.
  • 9 a 14 de outubro: Período de repasse dos valores aos clientes pelos bancos.
  • A partir de 14 de outubro: A Caixa Econômica Federal assume os pagamentos com pendências operacionais.

Casos retidos e o papel da Caixa

Caso ocorram falhas operacionais que impeçam o depósito automático pelos bancos privados, os recursos serão transferidos para a Caixa Econômica Federal a partir de 14 de outubro. A instituição financeira pública centralizará o atendimento desses casos residuais.

De acordo com o Ministério da Fazenda, a maior parte das contas desativadas possuía quantias irrisórias. Cerca de 86,2 milhões de contas registravam saldos de até R$ 0,99, totalizando R$ 15,5 milhões acumulados. A disparidade ocorre porque muitos usuários mantinham cadastros ativos em múltiplos sites de apostas.

Investigação de movimentações suspeitas

Por outro lado, contas com volumes financeiros atípicos estão sob a mira das autoridades. O secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, revelou que cerca de 40 CPFs estão sendo investigados devido a saldos elevados, sob suspeita de lavagem de dinheiro.

Alerta de segurança contra fraudes

Para garantir a segurança dos beneficiários, a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) e o governo recomendam cautela. É fundamental desconfiar de mensagens de texto ou e-mails que exijam pagamentos de taxas ou fornecimento de senhas para liberar o saldo.

Contexto regulatório do setor

A ofensiva federal contra o mercado irregular de apostas visa conter o superendividamento das famílias brasileiras e tratar os impactos psicológicos dos jogos de azar. Embora a legalização tenha ocorrido em 2018, a regulamentação efetiva só avançou recentemente com as novas diretrizes econômicas.

FONTE/CRÉDITOS: Wellton Máximo - Repórter da Agência Brasil
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