A arrecadação federal atingiu a marca de R$ 239,4 bilhões no mês de setembro, conforme dados divulgados nesta quinta-feira (22) pela Receita Federal. O montante representa um avanço real de 5,62%, já descontada a inflação oficial medida pelo IPCA, frente ao mesmo período de 2025.
No acumulado entre janeiro e setembro, o volume arrecadado alcançou R$ 2,351 trilhões. Esse resultado positivo expressa uma alta real de 6,97% na comparação interanual.
As receitas diretamente administradas pelo órgão somaram R$ 231,4 bilhões em setembro, registrando expansão real de 5,03%. No horizonte de nove meses, essa fatia específica chegou a R$ 2,25 trilhões.
De acordo com o Fisco, o desempenho foi impulsionado pelo comportamento da contribuição previdenciária, do PIS/Cofins e do IRRF sobre rendimentos de capital. Também influenciaram o IRPJ, a CSLL e o Imposto de Exportação sobre óleo bruto.
Impacto da previdência
O setor previdenciário respondeu por R$ 64,6 bilhões da arrecadação federal em setembro, com alta real de 6,18%. O resultado decorre da expansão da massa salarial e do Simples Nacional previdenciário.
Outro fator foi o crescimento de 14,88% nas compensações tributárias com débitos previdenciários.
A Receita também pontuou o efeito da reoneração escalonada da folha de pagamentos e da contribuição patronal dos municípios.
Importações e mercado financeiro
Os tributos sobre comércio exterior somaram R$ 13,3 bilhões, com salto real de 21,07%. O avanço refletiu o volume de importações e a alta nas alíquotas efetivas.
Já o IRRF sobre rendimentos de capital somou R$ 12,06 bilhões, impulsionado por aplicações de renda fixa e tributação de dividendos.
Balanço acumulado
Nos nove primeiros meses, a Previdência acumulou R$ 575,9 bilhões. O IRPJ e a CSLL somaram R$ 444,2 bilhões, enquanto o PIS/Pasep e a Cofins atingiram R$ 466,55 bilhões.