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Sexta-feira, 25 de Setembro 2026
Política

Anvisa proíbe lotes de remédio para esclerose múltipla por importação irregular

Medida atinge distribuidora sem autorização e afeta também itens manipulados da ICT Farmacêutica.

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Por Pagina1mt
Anvisa proíbe lotes de remédio para esclerose múltipla por importação irregular
© Marcelo Camargo/Agência Brasil
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A Anvisa determinou nesta sexta-feira (25) a apreensão de dois lotes do medicamento Ocrevus, indicado para o tratamento da esclerose múltipla. A resolução foi publicada no Diário Oficial da União.

Os lotes afetados são o H7953B14 e o H7953B06. O remédio é utilizado por pacientes com formas recorrentes e progressivas da doença.

Segundo a agência reguladora, os itens foram distribuídos pela Laf Med Distribuidora de Medicamentos e Materiais Hospitalares Ltda.

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A empresa não possui autorização para atuar no setor. A Autorização de Funcionamento da companhia está inativa desde outubro de 2025.

O órgão esclarece que os produtos foram fabricados de forma regular pela detentora do registro, mas tinham como destino outros países.

Por causa da entrada irregular, não há garantias sobre a conservação ou a integridade dos itens ao longo da cadeia logística.

A determinação proíbe comércio, armazenamento, propaganda e transporte. Apenas os dois lotes citados enfrentam restrições.

Histórico de falsificação

A distribuidora envolvida já havia sido autuada anteriormente pela circulação de remédios falsificados. O caso foi repassado às autoridades policiais.

A Agência Brasil tentou contato com a Laf Med, mas aguarda um posicionamento oficial da empresa até o momento.

Problemas em manipulados

A mesma resolução ordenou o recolhimento de preparações estéreis feitas pela ICT Farmacêutica Ltda. entre 31 de agosto e 2 de setembro de 2026.

Foram achadas falhas críticas nas instalações e nos processos de esterilização. Isso compromete a segurança, a qualidade e a eficácia terapêutica.

A ICT Farmacêutica também foi procurada pela reportagem para comentar o caso, mas ainda não se manifestou.

FONTE/CRÉDITOS: Paula Laboissière - Repórter da Agência Brasil
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