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Segunda-feira, 21 de Setembro 2026
Policial

Polícia Civil mira grupo do maior roubo de MT

Ação mira grupo ligado ao maior roubo da história de Mato Grosso, ocorrido em Confresa

Pagina1mt
Por Pagina1mt
Polícia Civil mira grupo do maior roubo de MT
PJC
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A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta quinta-feira (09.04), a terceira fase da Operação Pentágono, com foco em investigados por participação no ataque à transportadora de valores ocorrido em 2023, em Confresa, a 1.049 km de Cuiabá.

Ao todo, são cumpridas 97 ordens judiciais, sendo 27 mandados de prisão e 30 de busca e apreensão, além do bloqueio de 40 contas bancárias. As medidas foram autorizadas pela 3ª Vara Criminal de Barra do Garças.

A ofensiva ocorre exatamente três anos após o crime, considerado o maior roubo já registrado em Mato Grosso. As investigações apontam que o grupo atuava de forma estruturada e com ramificações em outros estados.

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Segundo a Polícia Civil, há indícios de que a organização criminosa possuía divisão de funções e atuação interestadual, com integrantes responsáveis por comando, financiamento, logística, execução e suporte em diferentes regiões do país.

As apurações identificaram pelo menos 50 pessoas envolvidas no crime, organizadas em núcleos distintos, incluindo setores de planejamento, execução, apoio em outros estados e locação de veículos usados na fuga.

Além de responsabilizar os envolvidos, a operação busca apreender novos elementos de prova e atingir financeiramente o grupo, com rastreamento e bloqueio de bens adquiridos com dinheiro ilícito.

Ataque em Confresa


O crime ocorreu em 9 de abril de 2023, quando cerca de 20 criminosos fortemente armados invadiram Confresa. Durante a ação, o grupo sitiou a cidade, invadiu o quartel da Polícia Militar, rendeu agentes e incendiou o prédio.

Ao mesmo tempo, outros integrantes espalharam destruição, com incêndio de veículos e ataques a estruturas públicas, gerando pânico entre moradores.

O alvo principal era a empresa de transporte de valores Brink’s. Apesar do uso de explosivos, o grupo não conseguiu acessar o cofre e fugiu após a ação.

Organização e atuação
As investigações indicam que o grupo utilizava a estratégia conhecida como “domínio de cidades”, caracterizada por ações coordenadas, uso de armamento pesado, explosivos e bloqueio das forças de segurança.

De acordo com a Polícia Civil, o financiamento das atividades criminosas estaria ligado a outros roubos de grande porte registrados no país, além de crimes menores usados para sustentar a estrutura da organização.

Fases anteriores
Na primeira fase da operação, realizada logo após o crime, três suspeitos foram presos nos estados do Pará e Tocantins. Já na segunda fase, em outubro de 2023, foram cumpridos mandados em seis estados.

Durante as investigações, também foram apreendidos armamentos, munições e veículos utilizados pelo grupo.

Parte dos envolvidos morreu em confrontos com forças de segurança nos dias seguintes ao ataque, durante buscas na região de Pium (TO).

FONTE/CRÉDITOS: Redação/VGN
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