Um homem de 41 anos, que trabalhava como motorista de aplicativo usando o perfil do irmão, foi preso em flagrante.

Ele é acusado de fugir com as compras de supermercado de um cliente, avaliadas em mais de oitocentos reais.

A história começou quando a vítima, que chamaremos pelas iniciais A. D. M. D. A., fez suas compras no Supermercado Assaí, localizado na Avenida Fernando Corrêa. Para levar tudo para casa, ele pediu um veículo por um aplicativo.

Leia Também:

O motorista aceitou a corrida e as compras foram colocadas no carro. Porém, quando a vítima chegou no endereço de destino, ficou surpresa: o motorista não estava lá. A vítima tentou ligar para ele, e o motorista deu uma desculpa dizendo que não achava o endereço. Logo em seguida, o motorista cancelou a viagem e desapareceu, cortando qualquer tipo de contato.

A vítima, se sentindo roubada, procurou ajuda da polícia. Com os dados do carro em mãos, os investigadores rapidamente descobriram o endereço real do motorista suspeito.

Quando os policiais militares chegaram na casa do suspeito, no bairro Jardim Vitória, deram de cara com a prova do crime: O suspeito estava tranquilamente descarregando as compras do cliente para dentro da sua própria casa. Ao ser pego no flagra e questionado sobre o que estava fazendo com a comida alheia, ele tentou se justificar dizendo que “estaria armazenando apenas os itens perecíveis” para não estragarem. O delegado de polícia, no entanto, afirmou no documento oficial que essa desculpa “não afasta a posse injustificada da totalidade dos bens”.

A situação do suspeito só piorou quando ele foi levado à delegacia. Os policiais descobriram que o suspeito, na verdade, não poderia estar dirigindo pelo aplicativo. O cadastro que ele usava no aplicativo estava no nome de D. D. O. De S., que é seu irmão. Como o aplicativo costuma bloquear quem tem problemas com a Justiça, o suspeito usava o nome do parente para conseguir rodar.

E os problemas com a Justiça não eram poucos. Puxando a ficha criminal do suspeito, a polícia encontrou uma lista gigantesca de crimes graves do passado, incluindo acusações de homicídio em 2007, roubo, tráfico de drogas, corrupção de menores e posse de arma.

Para completar o flagrante, durante a revista no carro usado no crime (um Chevrolet Prisma prata), a polícia ainda encontrou uma porção de maconha e papel próprio para enrolar fumo.

Analisando o caso, o delegado Flavio Souza Braga enquadrou o suspeito por “apropriação indébita qualificada”. Em palavras simples, isso significa que a lei pune de forma mais severa quem rouba ou se apropria de coisas que lhe foram confiadas por causa do seu trabalho (no caso, transportar os bens).

Devido à gravidade do crime e aos antecedentes do suspeito, o delegado se recusou a dar a ele o direito de pagar fiança para sair da cadeia. As compras, que incluíam os produtos que podiam estragar, foram todas devolvidas para o verdadeiro dono, e o carro foi entregue para o irmão do suspeito.

FONTE/CRÉDITOS: por Rogério Florentino - CONEXÃO MT