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Ao menos 17 municípios de Mato Grosso já decretaram situação de emergência devido à intensidade das chuvas registradas entre janeiro e fevereiro deste ano. É o que aponta um relatório técnico da Defesa Civil Estadual, solicitado pela Comissão Permanente de Meio Ambiente e Sustentabilidade (COPMAS) do Tribunal de Contas (TCE-MT).
O cenário confirma uma vulnerabilidade já alertada pelo Tribunal: uma nota recomendatória de 2025 indicou que 81% das cidades mato-grossenses ainda não adotam medidas eficazes para lidar com situações de risco. Apenas 6% dos municípios possuem alta capacidade de resposta.
“Esses episódios reforçam a importância de investir em planejamento e prevenção. O Tribunal vem orientando e acompanhando para que os municípios possam responder com rapidez”, afirmou o presidente do TCE-MT, conselheiro Sérgio Ricardo.
Os dados mostram um volume médio de 277,72 mm em janeiro e 204,83 mm em fevereiro. No período, seis cidades precisaram de ajuda humanitária direta. Até o momento, o Governo do Estado homologou apenas os decretos de Cotriguaçu e Rosário Oeste.
Segundo o órgão, até agora Araputanga, Colíder, Cotriguaçu, Feliz Natal, General Carneiro, Guarantã do Norte, Juína, Marcelândia, Matupá, Nova Bandeirantes, Poxoréu, Primavera do Leste, Rondolândia, Rosário Oeste, Santa Carmem, Serra Nova Dourada e Vila Bela da Santíssima Trindade estão em emergência.
Capacitação
Para tentar reverter o despreparo das gestões locais, o TCE realizou capacitações focadas na elaboração de Planos de Contingência. Segundo a Defesa Civil, a meta é garantir que as prefeituras saibam acessar mecanismos de financiamento federal e internacional para socorrer a população de forma ágil em caso de desastres naturais.
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