Encontrar lagartixas circulando pelas paredes de casa costuma causar estranhamento, mas a ciência explica que essa presença está longe de ser aleatória.

Esses pequenos répteis escolhem ambientes específicos para viver e, quando aparecem com frequência, estão sinalizando características bem claras do local. 

No Brasil, a espécie mais comum dentro das residências é a Hemidactylus mabouia, de origem africana. Pequena, ágil e de hábitos noturnos, ela se adaptou facilmente aos centros urbanos e passou a dividir espaço com os humanos.

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Por que as lagartixas escolhem a sua casa

O principal fator é simples: alimento. Lagartixas se alimentam de insetos como mosquitos, moscas, baratas e pequenas aranhas. Ambientes com iluminação artificial atraem esses insetos, criando um cenário perfeito para o réptil caçar sem esforço. Por isso, elas costumam aparecer perto de lâmpadas, tetos e paredes altas.

Outro ponto importante é a temperatura. Como são animais de sangue frio, as lagartixas dependem do calor do ambiente para regular o próprio corpo. Casas com frestas, pouca ventilação ou áreas mais quentes tendem a ser mais convidativas.

Quando há muitas lagartixas, o recado é direto: existe uma quantidade relevante de insetos circulando pelo local. Nesse sentido, elas funcionam como um indicador biológico do ambiente doméstico.

Além disso, as lagartixas atuam como aliadas naturais. Elas ajudam a reduzir a presença de mosquitos transmissores de doenças, como o Aedes aegypti, e até de escorpiões pequenos, diminuindo a necessidade de inseticidas químicos.

Ao contrário de mitos populares, lagartixas não são venenosas, não atacam humanos e não transmitem doenças diretamente. O único cuidado recomendado é com gatos, que podem adoecer se ingerirem o animal.

Se a presença incomodar, o ideal é removê-las com cuidado e soltá-las em áreas externas, mantendo o equilíbrio natural sem causar danos.

FONTE/CRÉDITOS: POWERMIX