O Ministério da Fazenda manifestou satisfação nesta sexta-feira (9) com os dados da inflação oficial de 2025. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) concluiu o ano em 4,26%, situando-se dentro do regime de metas e marcando a quinta menor taxa desde o ano de 1995, quando o Plano Real foi instituído.

Essa análise foi apresentada pelo secretário-executivo da pasta, Dario Durigan, que assume interinamente a posição de ministro da Fazenda durante o recesso de Fernando Haddad. Conforme Durigan, o desempenho do índice solidifica um panorama de maior estabilidade econômica e fortalece o objetivo governamental de alcançar a menor inflação acumulada em um período presidencial desde a implementação do real.

“Os 4,26% representam o IPCA mais reduzido desde 2018. Contudo, em 2018, a taxa de desocupação era de 11,6%, enquanto atualmente se encontra em 5,2%. Estamos proporcionando tanto uma inflação quanto um desemprego em patamares contidos”, declarou Durigan, em uma postagem nas redes sociais.

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O ministro substituto também salientou que o índice final se posicionou aquém das projeções do mercado financeiro durante boa parte do ano. No decorrer do primeiro semestre de 2025, o boletim Focus chegou a indicar expectativas inflacionárias próximas de 5,6%.

Um aspecto adicional sublinhado por Durigan foi a evolução mais contida dos preços dos produtos alimentícios, que apresentaram um aumento de 1,43% no ano, colaborando para a redução do índice geral. No segmento de alimentação e bebidas, a inflação alcançou 2,95%, cifra consideravelmente inferior aos 7,69% observados em 2024.

“Graças à estabilidade econômica e fiscal que restabelecemos no Brasil, estamos colhendo um crescimento favorável do Produto Interno Bruto (PIB), uma baixa taxa de desemprego, elevação da renda real do trabalho e reduções nos níveis de pobreza, extrema pobreza e desigualdade. Não há que se duvidar: em 2026 o cenário não será distinto!”, afirmou.

No ano de 2025, a inflação oficial manteve-se abaixo do limite superior da meta, estabelecido em 4,5%, em um ambiente de política monetária restritiva, com a taxa básica de juros (Selic) fixada em 15% anuais, o patamar mais elevado desde 2006. Em um comunicado, o secretário de Políticas Econômicas da Fazenda, Guilherme Mello, enfatizou que a harmonização entre as estratégias fiscal e monetária contribuiu para atenuar as pressões inflacionárias.

Análise do planejamento

A ministra do Planejamento, Simone Tebet, igualmente celebrou o desfecho. Em uma postagem nas plataformas digitais, ela sublinhou o efeito benéfico da diminuição do ritmo dos preços sobre o poder de compra da população.

“Concluímos o ano de forma satisfatória: o IPCA de 2025 alcançou 4,26%, permanecendo dentro da margem da meta inflacionária, e 0,57 ponto percentual inferior aos 4,83% apurados em 2024. Os valores dos alimentos tiveram uma elevação menos acentuada: 2,95% em 2025, em contraste com os 7,69% de 2024”, registrou Tebet.

A ministra acrescentou que a união de uma inflação mais moderada, um mercado de trabalho dinâmico e a elevação da renda aprimora diretamente a existência dos cidadãos brasileiros. Tebet salientou a relevância da contribuição dos gêneros alimentícios para a contenção do indicador de preços.

“Tão fundamental quanto cumprir a meta é a baixa inflação para o componente de maior relevância: os alimentos. O aumento foi inferior à metade do que foi registrado em 2024. Isso se traduz em mais alimentos disponíveis na mesa dos brasileiros, que também foram beneficiados por um incremento real no salário mínimo”, complementou.

FONTE/CRÉDITOS: Wellton Máximo – Repórter da Agência Brasil