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O ministro Edson Fachin, atual presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), optou por adiar uma reunião que visava debater a proposta de instituição de um Código de Ética para a corte.
A discussão estava programada para acontecer na próxima quinta-feira (12), durante um almoço na sala da presidência do STF. A justificativa oficial para o cancelamento foi a incompatibilidade de agendas dos ministros.
Esse adiamento surge um dia depois de o ministro Alexandre de Moraes ter declarado que magistrados podem receber remuneração por palestras, e de Dias Toffoli ter defendido a possibilidade de juízes serem acionistas de empresas, desde que não exerçam funções de sócios-administradores.
As manifestações dos ministros evidenciaram a ausência de um consenso na Corte quanto à implementação de normas de conduta para seus membros, algo que o presidente tem defendido.
Na segunda-feira anterior, dia 2, Fachin havia informado que a ministra Cármen Lúcia seria a relatora encarregada da proposta de elaboração do referido código.
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Banco Master
A iniciativa de criar o código de ética foi divulgada após críticas públicas direcionadas a Moraes e Toffoli, relacionadas às investigações de fraudes envolvendo o Banco Master.
No mês anterior, Moraes desmentiu ter estado em uma reunião com Paulo Henrique Costa, ex-presidente do Banco Regional de Brasília (BRB), no primeiro semestre de 2025, na residência de Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master.
Esse suposto encontro foi reportado pelo Portal Metrópoles, indicando que teria acontecido durante o processo de tentativa de aquisição do Master pelo BRB. Em comunicado à imprensa, Moraes taxou a matéria de “falsa e mentirosa”.
Previamente à liquidação do Master pelo Banco Central, o escritório de advocacia Barci de Moraes, vinculado à família do ministro, havia prestado serviços à instituição financeira de Vorcaro.
No começo deste mês, Toffoli foi alvo de críticas por manter-se como relator do processo, após veículos de imprensa divulgarem que a Polícia Federal identificou irregularidades em um fundo de investimento associado ao Banco Master. Este fundo adquiriu uma parte do resort Tayayá, situado no Paraná, que pertencia a membros da família do ministro.