O Brasil e a Arábia Saudita manifestaram interesse em intensificar suas colaborações no segmento de minerais críticos. A meta principal é impulsionar os aportes financeiros no setor mineral, uma área que o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, classifica como estratégica.

Em missão oficial na capital saudita, Riad, o ministro Silveira encontrou-se com Bandar Al-Khorayef, seu homólogo da Indústria e Recursos Minerais da Arábia Saudita. O propósito declarado da reunião foi fortalecer o intercâmbio bilateral e expandir a parceria estratégica na mineração.

Na ocasião, o representante brasileiro apresentou um panorama sobre os esforços para robustecer o arcabouço regulatório da mineração e as promissoras oportunidades que o país oferece neste segmento.

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Conforme informações do Ministério de Minas e Energia (MME), Silveira ressaltou os progressos na gestão do setor mineral nacional, enfatizando o papel crucial do Conselho Nacional de Política Mineral (CNPM) na elaboração das diretrizes para a política mineral brasileira.

O ministro sublinhou a importância do CNPM para otimizar os procedimentos de licenciamento e diminuir a carga burocrática no Brasil, visando proporcionar “maior previsibilidade, segurança estrutural e estabilidade para os investimentos”.

Adicionalmente, Silveira realçou a atuação das empresas brasileiras de mineração e os esforços governamentais para viabilizar projetos estratégicos envolvendo minério de ferro de alta redução e cobre.

Ao abordar o vasto potencial geológico do Brasil, Silveira revelou ao seu colega saudita que, apesar de ter apenas aproximadamente 30% de seu subsolo explorado, o país já figura como a segunda maior reserva global de terras raras e a sétima maior de urânio.

Em seguida, o ministro expressou o desejo do Brasil de receber representantes da Manara Minerals para “avaliar em conjunto oportunidades de incremento de investimentos em projetos minerais de importância estratégica”.

O MME esclareceu, por meio de comunicado, que o fundo saudita Manara Minerals detém participação na Vale Base Metals (VBM), uma subsidiária da Vale S.A. focada na extração de cobre e níquel, ambos minerais considerados críticos e essenciais para a transição energética global.

“As nações concordaram em estabelecer um grupo de trabalho bilateral, com encontros periódicos, incluindo sessões virtuais, para examinar propostas que possam ser implementadas em conjunto, visando otimizar a cooperação entre Brasil e Arábia Saudita”, divulgou o MME.

Alexandre Silveira utilizou a ocasião para enfatizar a relevância de os investidores sauditas direcionarem recursos para a cadeia de valor da mineração no Brasil. Essa iniciativa agregaria valor à produção interna, fomentaria a industrialização, criaria postos de trabalho e impulsionaria o avanço tecnológico.

Com esse intuito, o ministro pediu o suporte do Fundo de Investimento Público (PIF) da Arábia Saudita para iniciativas de mapeamento do potencial mineral brasileiro, o que “expandiria o conhecimento geológico do território e estabeleceria fundamentos robustos para futuros investimentos estruturantes”.

FONTE/CRÉDITOS: Pedro Peduzzi - Repórter da Agência Brasil